A Seleção Brasileira confirmou o favoritismo e encerrou a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 com mais uma atuação convincente. Na noite desta quarta-feira (24), o Brasil venceu a Escócia por 3 a 0, no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, nos Estados Unidos, garantiu a liderança isolada do Grupo C e avançou aos 16 avos de final com 100% de aproveitamento.
O resultado coroou uma primeira fase praticamente perfeita da equipe comandada por Carlo Ancelotti. Além de conquistar nove pontos em três partidas, o Brasil marcou sete gols, não sofreu nenhum e demonstrou evolução coletiva a cada rodada. O grande destaque da noite foi Vinicius Júnior, autor de dois gols e principal nome da Seleção neste início de Mundial.
Desde os primeiros minutos, o Brasil mostrou superioridade técnica e tática. A pressão alta dificultou a saída de bola da Escócia e rapidamente produziu resultado. Aos seis minutos, Rayan roubou a bola no campo ofensivo, encontrou Vinicius Júnior livre dentro da área e o camisa 7 driblou o goleiro Angus Gunn antes de abrir o placar.
A vantagem deu tranquilidade à equipe brasileira, que manteve o controle absoluto da partida. Com posse de bola, intensidade na marcação e boa movimentação ofensiva, a Seleção pouco sofreu defensivamente e empurrou os escoceses para o próprio campo durante quase toda a primeira etapa.

O segundo gol saiu já nos acréscimos do primeiro tempo. Bruno Guimarães encontrou Vinicius Júnior nas costas da defesa, e o atacante apareceu livre para ampliar a vantagem brasileira, coroando uma atuação dominante antes do intervalo.
Vinicius assume protagonismo:
Se em outras Copas o protagonismo esteve concentrado em nomes como Ronaldo, Kaká ou Neymar, o Mundial de 2026 parece marcar definitivamente a ascensão de Vinicius Júnior como principal referência técnica da Seleção Brasileira.
Eleito melhor jogador do mundo em 2024, o atacante vem reproduzindo com a camisa amarela o mesmo nível de desempenho que o transformou em estrela do Real Madrid. Com os dois gols diante da Escócia, Vini chegou a quatro na competição e participou diretamente de seis dos sete gols marcados pelo Brasil na fase de grupos.
Além dos números, o atacante demonstrou maturidade, capacidade de decisão e liderança dentro de campo. Sua movimentação constante criou dificuldades para a defesa adversária, enquanto a eficiência nas finalizações confirmou o excelente momento vivido pelo camisa 7.
Equipe equilibrada e dominante:
O desempenho coletivo também chamou atenção. O Brasil apresentou equilíbrio entre defesa e ataque, pressionou sem perder organização e administrou o jogo com inteligência.
No meio-campo, Bruno Guimarães voltou a ser um dos destaques da equipe. Além da assistência para Vinicius, participou diretamente do terceiro gol ao optar pelo passe para Matheus Cunha em vez da finalização.
Casemiro exerceu papel fundamental na proteção defensiva, enquanto Lucas Paquetá garantiu mobilidade e criatividade na construção das jogadas.
Pela direita, Rayan aproveitou a oportunidade na vaga do lesionado Raphinha. O jovem atacante participou da jogada do primeiro gol e mostrou personalidade, intensidade e disciplina tática durante os 90 minutos.
O terceiro gol surgiu aos 14 minutos da etapa final. Bruno Guimarães recebeu de frente para o gol, percebeu Matheus Cunha melhor posicionado e serviu o atacante, que finalizou com tranquilidade para transformar a vitória em goleada.
Com a vantagem construída, a Seleção reduziu o ritmo, passou a valorizar a posse de bola e controlou o confronto sem sustos até o apito final.
Defesa sólida mantém invencibilidade:
Se o ataque tem chamado atenção, a consistência defensiva tornou-se uma das principais marcas da equipe nesta Copa do Mundo.
Mesmo pouco exigido, Alisson mostrou segurança quando foi acionado e fez intervenções importantes na reta final da partida. Com isso, o Brasil chegou ao terceiro jogo consecutivo sem sofrer gols.
A linha defensiva formada por Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos voltou a apresentar atuação segura, reforçando o equilíbrio que Ancelotti buscou implementar desde o início do trabalho.
Neymar volta a disputar uma Copa do Mundo:
A goleada sobre a Escócia também ficará marcada pelo retorno de Neymar à Seleção Brasileira.
Aos 30 minutos do segundo tempo, o camisa 10 substituiu Matheus Cunha e voltou a vestir a camisa do Brasil após 981 dias. Sua última partida pela Seleção havia sido contra o Uruguai, em outubro de 2023, quando sofreu a grave lesão no joelho que interrompeu sua trajetória.

O retorno representa uma das histórias mais emocionantes desta Copa. Durante o ciclo para o Mundial de 2026, Neymar enfrentou uma sequência de problemas físicos que o afastaram dos gramados por cerca de 766 dias somados. A última lesão, uma contusão na panturrilha direita, havia sido superada apenas 36 dias antes da estreia brasileira no torneio.
Maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, Neymar chegou às Copas de 2014, 2018 e 2022 como principal referência técnica do país. Desta vez, o roteiro foi diferente. O protagonismo pertence a uma nova geração liderada por Vinicius Júnior, mas a presença do camisa 10 amplia consideravelmente as opções ofensivas para a fase eliminatória.
Mesmo com poucos minutos em campo, Neymar participou da circulação de bola, cobrou escanteios, distribuiu passes e recebeu calorosos aplausos da torcida presente no Hard Rock Stadium.

A entrada do craque simbolizou não apenas sua recuperação física, mas também um reforço importante para as ambições brasileiras na reta decisiva da competição.
Próximo desafio:
Com a liderança isolada do Grupo C e nove pontos conquistados, o Brasil agora aguarda a definição do Grupo F para conhecer seu adversário nos 16 avos de final.
Holanda, Japão e Suécia seguem na disputa pela vaga. O confronto eliminatório está marcado para a próxima segunda-feira (29), no NRG Stadium, em Houston.
A campanha até aqui mostra uma Seleção mais organizada, consistente e eficiente. O protagonismo de Vinicius Júnior, a solidez defensiva, o crescimento coletivo da equipe e o retorno de Neymar aumentam a confiança dos brasileiros para o início do mata-mata da Copa do Mundo de 2026.
Ricardo Lima / Fonte: Redação “Diário da Manhã”.


