O futebol mundial acompanha há quase duas décadas a trajetória de um dos maiores jogadores da história.
Lionel Messi. Dentro de campo, o craque argentino construiu uma carreira marcada por títulos históricos, atuações decisivas e recordes impressionantes, especialmente pelos anos memoráveis no FC Barcelona e pela liderança na Seleção da Argentina. Campeão da Copa do Mundo de 2022, oito vezes vencedor da Bola de Ouro e referência técnica de diferentes gerações, Messi consolidou seu nome entre os maiores ídolos da história do esporte.
Agora, além de todo o impacto esportivo, Messi também alcança um novo patamar financeiro. Segundo levantamento divulgado pela Bloomberg e repercutido pelo Infomoney, o argentino ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em patrimônio, tornando-se o segundo jogador de futebol bilionário da história, atrás apenas de Cristiano Ronaldo. Sua fortuna foi construída ao longo de anos de salários expressivos, contratos publicitários de alcance global, investimentos estratégicos e negócios fora das quatro linhas.
A publicação aponta que Messi acumulou mais de US$ 700 milhões apenas em salários e bônus desde 2007. Nos últimos anos, ele ampliou seus investimentos nos Estados Unidos, especialmente após sua chegada ao Inter Miami CF. Entre os novos empreendimentos estão acordos comerciais, participação em projetos imobiliários e investimentos no setor de gastronomia. Sua presença na Major League Soccer também impulsionou o crescimento da marca do clube e fortaleceu a expansão do futebol norte-americano, que vive grande ascensão às vésperas da Copa do Mundo de 2026.
Mesmo diante de propostas bilionárias do futebol saudita, Messi optou por permanecer nos Estados Unidos, decisão motivada por fatores pessoais e familiares. Essa escolha reforça um traço marcante de sua carreira: a busca por estabilidade e legado esportivo, priorizando qualidade de vida e coerência com sua trajetória. Discreto fora de campo, o argentino sempre cultivou uma imagem oposta ao exibicionismo de outras estrelas do esporte, mas ainda assim construiu uma das marcas mais valiosas do futebol mundial.
Mais do que patrimônio e contratos, Messi deixa um legado técnico e cultural gigantesco para o futebol. Sua capacidade de decidir jogos, reinventar funções táticas e manter altíssimo nível por tantos anos fez com que fosse comparado a lendas como Pelé e Diego Maradona. Para muitos torcedores e especialistas, ele representa a combinação ideal entre talento, regularidade, títulos e genialidade, características que o colocam de forma definitiva entre os maiores atletas de todos os tempos.
Investimentos e negócios:
A consolidação de Messi como bilionário não está ligada apenas ao salário recebido no Inter Miami, mas sobretudo ao portfólio diversificado de investimentos e acordos de publicidade.
Além de atuar pelo clube norte-americano, o argentino possui participação acionária na equipe, cujo valor não é divulgado. O Inter Miami se tornou o time mais valioso dos Estados Unidos desde sua chegada, movimento que ampliou o peso da marca no mercado esportivo.
De acordo com declarações de Jorge Mas, proprietário do Inter Miami, a remuneração anual total de Messi, somando salário e direitos de participação, gira entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões.
A entrada do jogador no mercado norte-americano também abriu portas para novos negócios. A parceria entre a MLS e a Apple garante a Messi uma porcentagem das novas assinaturas do pacote de streaming MLS Season Pass no Apple TV+, ampliando ainda mais as fontes de receita ligadas ao seu nome.
Em 2024, o astro abriu o capital de um fundo imobiliário focado em hotéis e imóveis comerciais em uma bolsa espanhola, com valor estimado em US$ 232 milhões. No mesmo ano, lançou a bebida esportiva Más+ by Messi em parceria com a Mark Anthony International SRL e tornou-se investidor da rede de restaurantes argentinos El Club de la Milanesa.
Seu portfólio também inclui participação em clubes de futebol, incluindo a compra do Cornellà, da quinta divisão da Espanha, além de envolvimento acionário no Inter Miami e no Deportivo LSM.
Ricardo Lima / Fontes: “Diário de Goiás” e “InfoMoney”

