A Copa do Mundo de 2026 conhecerá hoje, o segundo finalista da competição. Inglaterra e Argentina entram em campo às 16h (horário de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, em um confronto que reúne duas das seleções mais tradicionais do futebol mundial e uma rivalidade que atravessa gerações.
De um lado, a Inglaterra busca voltar à decisão da Copa do Mundo pela primeira vez desde 1966, quando conquistou seu único título mundial em casa. Os ingleses também tentam encerrar uma longa espera por uma final, depois de baterem na trave nas campanhas de 1990 e 2018, quando terminaram entre as quatro melhores seleções do torneio.
Do outro lado, a Argentina chega embalada pelo sonho de conquistar o bicampeonato consecutivo. Atual campeã mundial, a equipe comandada por Lionel Scaloni tenta repetir um feito que não acontece desde a Seleção Brasileira de 1958 e 1962, última a levantar duas Copas do Mundo seguidas.
Inglaterra cresce nos momentos decisivos
Sob o comando do técnico Thomas Tuchel, a Inglaterra mostrou personalidade ao longo da competição. A equipe superou diferentes cenários adversos para chegar às semifinais, demonstrando força coletiva e poder de reação.
Na trajetória até Atlanta, os ingleses eliminaram a República Democrática do Congo após uma virada emocionante, avançaram diante do México mesmo atuando com um jogador a menos durante boa parte da partida e, nas quartas de final, derrotaram a surpreendente Noruega por 2 a 1 na prorrogação.
O meio-campista Jude Bellingham tem sido um dos grandes destaques da campanha inglesa. Ao lado de Declan Rice e do capitão Harry Kane, o jogador lidera uma geração considerada uma das mais talentosas da história recente do futebol inglês.
Para a semifinal, Thomas Tuchel poderá promover uma mudança no setor ofensivo. Bukayo Saka aparece como favorito para assumir a vaga de Noni Madueke, buscando dar mais velocidade pelos lados do campo.
Messi lidera mais uma campanha histórica da Argentina
A Argentina chega à semifinal apoiada, mais uma vez, no talento de Lionel Messi. Aos 39 anos, o camisa 10 continua sendo o principal protagonista da equipe e segue quebrando recordes em sua trajetória pela seleção argentina.
Apesar da classificação, os argentinos precisaram superar grandes dificuldades nas fases eliminatórias. Tanto nas oitavas quanto nas quartas de final, a equipe precisou da prorrogação para eliminar Cabo Verde e Suíça, respectivamente, evidenciando o equilíbrio da competição.
Após o duelo contra os suíços, o técnico Lionel Scaloni reconheceu que sua equipe esteve abaixo do esperado.
“Contamos com a sorte do nosso lado”, admitiu o treinador, ressaltando que será necessário elevar o nível de atuação diante da Inglaterra.
Outro fator que preocupa a comissão técnica argentina é o desgaste físico. A equipe possui uma das maiores médias de idade entre as seleções semifinalistas e chega ao confronto após disputar dois jogos de 120 minutos.
Uma rivalidade marcada por capítulos históricos
Quando Inglaterra e Argentina entram em campo, a história fala junto com a bola.
O duelo ganhou contornos históricos principalmente após a Copa do Mundo de 1986, no México. Nas quartas de final daquele Mundial, Diego Maradona protagonizou uma das partidas mais emblemáticas da história do futebol ao marcar o famoso “Gol do Século” e também o controverso gol da “Mão de Deus”, na vitória argentina por 2 a 1.
Os confrontos seguintes mantiveram a rivalidade em alta. Em 1998, na França, David Beckham foi expulso após uma provocação de Diego Simeone, e os argentinos avançaram nos pênaltis. Já em 2002, Beckham teve sua revanche ao marcar, de pênalti, o gol da vitória inglesa na fase de grupos.
Agora, quase quatro décadas após o inesquecível duelo entre Maradona e os ingleses, Lionel Messi tenta escrever mais um capítulo dessa história, enquanto a Inglaterra aposta em sua nova geração para voltar a disputar uma decisão de Mundial.
Prováveis escalações
Argentina: Emiliano Martínez; Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Leandro Paredes, Enzo Fernández, Rodrigo De Paul, Alexis Mac Allister e Lionel Messi; Julián Álvarez.
Técnico: Lionel Scaloni.
Inglaterra: Jordan Pickford; O’Reilly, Guéhi, Stones e Konsa; Elliot Anderson, Declan Rice e Jude Bellingham; Anthony Gordon, Bukayo Saka e Harry Kane.
Técnico: Thomas Tuchel.
Arbitragem
Árbitro: Ismail Elfath (Estados Unidos)
Assistentes: Corey Parker (Estados Unidos) e Kyle Atkins (Estados Unidos)
VAR: Marco Di Bello (Itália)
Vale vaga na grande final
Além da histórica rivalidade entre duas potências do futebol, o confronto desta terça-feira vale um lugar na grande decisão da Copa do Mundo. A Inglaterra tenta encerrar um jejum de seis décadas sem disputar uma final mundial, enquanto a Argentina busca manter vivo o sonho de defender com sucesso o título conquistado no Catar e alcançar um bicampeonato consecutivo que o futebol não vê desde a lendária Seleção Brasileira de Pelé, em 1962.
Com Messi de um lado, Bellingham e Harry Kane do outro, a expectativa é de um dos maiores espetáculos desta Copa do Mundo, reunindo tradição, talento e enorme pressão por uma vaga na decisão do torneio mais importante do futebol mundial.
Ricardo Lima / Fonte: Redação “Porta Terra”.

