Estudante goiano alcança a segunda maior nota de sua categoria na Copernicus Mathematics Olympiad, realizada em Nova York, e leva o nome de Goiás ao pódio internacional; colega Bernardo Martini também conquista medalha
A matemática ganhou sotaque goiano em Nova York.
Aos apenas 9 anos, o estudante Pedro de Oliveira Farias, de Goiânia, conquistou a medalha de ouro na etapa global da Copernicus Mathematics Olympiad, uma competição internacional que reúne estudantes de diferentes países e desafia crianças e adolescentes em provas de raciocínio e conhecimento matemático.
E o resultado foi ainda mais expressivo: Pedro alcançou a segunda maior nota de sua categoria e foi o brasileiro com melhor desempenho na disputa.
A prova foi realizada na Columbia University, uma das mais tradicionais instituições de ensino superior dos Estados Unidos. Para Pedro, o local tinha ainda um significado especial: é justamente ali que ele diz sonhar estudar no futuro.
E Goiás teve outro motivo para comemorar.
Colega de sala de Pedro no Colégio Marista Goiânia, Bernardo Martini Mendes, de 11 anos, também subiu ao pódio e conquistou a medalha de bronze na mesma categoria.
Dois estudantes. Uma escola. Um mesmo sonho, aprender cada vez mais.
Um resultado que começou muito antes de Nova York
A conquista internacional não aconteceu por acaso.
Pedro e Bernardo chegaram à etapa global depois de se destacarem na fase preliminar da Copernicus Math, realizada no início do ano. Em março, os dois estudantes já haviam garantido a classificação para representar Goiás e o Brasil na etapa presencial em Nova York.
A preparação incluiu resolução de provas anteriores e acompanhamento específico de matemática.
Mas, no caso de Pedro, existe algo que a própria família considera ainda mais importante do que uma rotina tradicional de estudos: a curiosidade.
Segundo a mãe, Raquel Morais, o menino sempre demonstrou interesse em descobrir como as coisas funcionam, fazendo conexões entre informações e buscando respostas para suas perguntas.
A facilidade com números apareceu muito cedo.
Ainda pequeno, Pedro já fazia contas mentalmente e demonstrava facilidade para compreender conceitos matemáticos. Durante a pandemia, também aprendeu a ler sozinho.
Em vez de transformar essa habilidade em uma rotina pesada de estudos, a família procurou preservar aquilo que parece ser uma das principais características do garoto: a vontade de aprender.
Nem uma madrugada difícil tirou o foco do garoto
A participação em uma competição internacional poderia, por si só, ser motivo de nervosismo.
Para Pedro, o desafio foi ainda maior.
Poucas horas antes da prova, o estudante teve uma crise de rinite e precisou tomar medicação. Dormiu pouco e acordou quando faltava pouco mais de uma hora para deixar o hotel.
Mesmo assim, foi para a competição.
A prova teve 90 minutos de duração e 20 questões. Enquanto alguns participantes deixavam a sala comentando sobre o nível de dificuldade, Pedro surpreendeu a mãe ao sair sorrindo.
A pergunta que parecia mais difícil, inclusive, acabou sendo reconhecida pela organização como tendo um problema no enunciado. A pontuação foi atribuída aos participantes.
O episódio virou mais uma lembrança de uma viagem que ficará marcada para sempre na trajetória do estudante.
Um pódio com sotaque goiano
Quando os nomes dos medalhistas começaram a ser anunciados, a ansiedade tomou conta da delegação brasileira.
A premiação começou pelas menções honrosas, passou pelas medalhas de prata e chegou ao ouro.
Foi então que o nome de Pedro apareceu.
A comemoração tomou conta do grupo brasileiro.
O estudante terminou a competição com a segunda maior pontuação de sua categoria e garantiu uma medalha de ouro para o Brasil.
Bernardo, também de Goiânia, completou a festa com o bronze.
A presença dos dois goianos no pódio mostra que o talento para a matemática pode surgir em qualquer lugar e que oportunidades, estímulo e incentivo fazem diferença na formação de novos estudantes.
Mais de 70 medalhas e uma história que está apenas começando
Pedro já acumula mais de 70 medalhas em olimpíadas do conhecimento, sendo 33 somente em 2026. A conquista em Nova York também representa sua décima medalha em competições internacionais.
Mas, apesar do currículo impressionante para alguém de apenas 9 anos, o menino continua levando uma vida de criança.
Brinca, anda de bicicleta, joga bola, desenha, lê, escuta música e frequenta a praça.
A família procura justamente equilibrar o talento acadêmico com uma infância saudável, sem transformar as competições em obrigação.
A ideia é que o conhecimento continue sendo uma descoberta, e não um peso.
Quando o sonho ganha endereço
Talvez um dos detalhes mais bonitos da história seja o local onde a medalha foi conquistada.
Pedro competiu na Columbia University.
E não esconde o desejo de um dia voltar àquele campus não como competidor, mas como estudante.
Aos 9 anos, ele já consegue enxergar um possível futuro em uma das universidades mais conhecidas do mundo.
É uma demonstração de como a educação pode ampliar horizontes.
Uma prova de matemática, uma viagem internacional e uma medalha podem parecer apenas uma competição.
Para uma criança, entretanto, podem representar algo muito maior: a descoberta de que seus sonhos podem atravessar fronteiras.
Um exemplo para milhares de estudantes
A história de Pedro e Bernardo também serve como inspiração para milhares de crianças e adolescentes brasileiros.
Nem todo estudante precisa sonhar em ser medalhista olímpico. Mas todos podem ser estimulados a perguntar, pesquisar, experimentar, errar, tentar novamente e descobrir aquilo que realmente desperta sua curiosidade.
É esse ambiente que transforma o aprendizado.
E é justamente por isso que histórias como a de Pedro merecem ser celebradas.
O ouro conquistado em Nova York não pertence somente a uma criança de 9 anos.
É também uma vitória da família, dos professores, da escola e de todos aqueles que acreditam que investir no conhecimento é investir no futuro.
Pedro levou uma medalha para casa.
Mas trouxe algo ainda maior para Goiás: a certeza de que nossos estudantes têm talento, capacidade e podem competir de igual para igual com jovens de diferentes partes do mundo.
E, quem sabe, aquele menino que hoje comemora uma medalha de ouro na Columbia University possa, daqui a alguns anos, voltar ao mesmo campus para começar uma nova etapa de sua história.
Desta vez, como aluno.
Por enquanto, o sonho continua.
E a matemática, pelo jeito, é apenas o começo.
Ricardo Lima: Esse texto foi gerado, em parte, por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pelo Jornal “O Hoje”. Todas as informações são apuradas e checadas pelo titular do Blog o Radialista Ricardo Lima. O texto final também passou pela mesma revisão.


