Impulsionamento foi concentrado principalmente em postagens nas quais Lula falou sobre o caso Master
O Partido dos Trabalhadores (PT) intensificou os investimentos em anúncios políticos nas redes sociais após a divulgação do áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. Dados da biblioteca de anúncios da Meta mostram que a legenda destinou R$ 514 mil para impulsionar publicações no Facebook entre os dias 13 e 19 de maio.
De acordo com o colunista Lauro Jardim, que divulgou um levantamento dos números, os maiores volumes de gastos ficaram concentrados em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país. No período, o PT direcionou cerca de R$ 97 mil em anúncios para usuários paulistas e R$ 49 mil para mineiros.
Já o Partido Liberal (PL), legenda ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, gastou R$ 13 mil em impulsionamento no mesmo intervalo.
Considerando os últimos 30 dias, a diferença entre os investimentos das duas siglas se amplia. Segundo os registros da Meta, o PT aplicou aproximadamente R$ 1,4 milhão em anúncios relacionados a temas sociais, eleições e política. O PL, por outro lado, desembolsou R$ 63 mil no período.
No dia 13 de maio, quando vieram a público as conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, o PT impulsionou publicações do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendendo apuração rigorosa do caso Master. De acordo com os dados disponíveis na plataforma, os gastos com esses conteúdos chegaram a cerca de R$ 350 mil.
Em um dos vídeos promovidos, Lula afirma que eventuais envolvidos devem ser responsabilizados “independentemente de quem for”.
– Se tiver governador envolvido, se tiver prefeito envolvido, se tiver deputado, senador, presidente da República – declarou o petista.
O PL também impulsionou conteúdo relacionado ao caso, mas em volume significativamente menor. Segundo a biblioteca de anúncios da Meta, o partido gastou menos de R$ 5 mil para promover uma postagem que questionava críticas ao financiamento do longa-metragem.
– Acontece no cinema, na TV, no esporte. Toda semana. Zero dinheiro público. Zero Lei Rouanet – dizia a publicação.
Ricardo Lima / Fonte: Redação “Pleno.News”.

