Levantamentos Indexa/Broadcast e BTG/Nexus apontam eleição presidencial competitiva e mostram presidente enfrentando índices relevantes de desaprovação
A corrida pela Presidência da República em 2026 começa a ganhar contornos cada vez mais definidos, mas também revela um eleitorado dividido. Duas pesquisas divulgadas nesta semana, Indexa/Broadcast e BTG/Nexus, mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança em diferentes cenários, mas com adversários próximos e uma disputa de segundo turno que pode ser bastante apertada.
Os levantamentos também apontam para um desafio político para o atual presidente, a avaliação de seu governo permanece dividida, com índices de aprovação e desaprovação próximos ou, no caso da pesquisa Indexa/Broadcast, com a reprovação superior à aprovação.
Indexa/Broadcast: 50% desaprovam forma de Lula administrar
Pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quarta-feira (26) mostra que 50% dos entrevistados desaprovam a forma como Lula administra o país. Outros 46% aprovam, enquanto 4% não souberam ou não quiseram responder.
O levantamento é o primeiro resultado da parceria entre a Indexa Pesquisas e o Broadcast, do Grupo Estado, para a divulgação de pesquisas quantitativas e qualitativas relacionadas à corrida presidencial.
Na avaliação direta do governo, 32% classificam a administração como péssima e 11% como ruim. Outros 20% consideram o governo bom e 15% o classificam como ótimo. O percentual que considera a administração regular é de 19%.
Os números mostram uma mudança em relação ao levantamento anterior da série. Em julho, 48% desaprovavam a forma de Lula administrar, enquanto 49% aprovavam. Agora, a desaprovação avançou para 50% e a aprovação recuou para 46%.
Maioria diz que Lula não merece mais quatro anos
A pesquisa também perguntou diretamente aos entrevistados se Lula merece permanecer mais quatro anos no Palácio do Planalto.
Segundo o levantamento, 51% responderam que o presidente não merece um novo mandato. Outros 41% afirmaram que Lula merece mais quatro anos, enquanto 8% não souberam ou não opinaram.
Apesar da vantagem dos que rejeitam um novo mandato, houve crescimento entre aqueles que defendem a permanência do petista. Em julho, esse grupo representava 36% dos entrevistados.
Outro dado revela o grau de polarização do eleitorado.
Quando perguntados sobre o que provoca mais medo atualmente, 39% responderam que a volta da família Bolsonaro ao poder é o cenário que mais preocupa. Exatamente os mesmos 39% afirmaram que um novo mandato de Lula é o que mais provoca medo.
Outros 9% disseram ter medo dos dois cenários, enquanto 11% afirmaram não ter medo de nenhum deles. Apenas 2% não souberam ou não opinaram.
Lula lidera o primeiro turno na Indexa
Na simulação de primeiro turno da Indexa/Broadcast, Lula aparece com 39% das intenções de voto, contra 34% de Flávio Bolsonaro (PL).
Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, seguido por Renan Santos (Missão), com 4%. Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) registram 1% cada.
Há ainda 6% de eleitores indecisos ou que não sabem, 4% que afirmam que não votariam e 6% de votos brancos ou nulos.
Em um cenário que inclui Pablo Marçal (PRTB), Lula aparece com 39%, Flávio Bolsonaro com 33%, Caiado com 5%, Renan Santos com 4%, Marçal com 2% e Zema com 1%.
No segundo turno, Lula mantém vantagem
No cenário de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, a pesquisa Indexa/Broadcast mostra Lula com 46% das intenções de voto, contra 41% do senador.
Além dos candidatos, 6% afirmaram que não votariam, 5% disseram que votariam branco ou nulo e 2% não souberam responder.
Contra Romeu Zema, Lula aparece com 45% contra 34%. Na disputa contra Ronaldo Caiado, o presidente registra 44%, enquanto o ex-governador de Goiás tem 38%.
Já diante de Renan Santos, Lula aparece com 46% contra 34%.
BTG/Nexus mostra disputa ainda mais apertada
A pesquisa BTG/Nexus, divulgada na segunda-feira (24), apresenta um quadro ainda mais equilibrado.
No principal cenário de primeiro turno, Lula aparece com 41% e Flávio Bolsonaro com 37%. Ronaldo Caiado tem 5%, enquanto Renan Santos e Romeu Zema aparecem com 3% cada.
Quando Pablo Marçal é incluído no cenário, Lula registra 40%, Flávio Bolsonaro 34%, Caiado 5%, Marçal 4%, Renan Santos 3% e Zema 2%.
No segundo turno, entretanto, a diferença praticamente desaparece: Lula tem 46% contra 45% de Flávio Bolsonaro.
Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.
Na rodada anterior, Lula tinha 47% contra 45% de Flávio. Ou seja, a vantagem numérica do presidente diminuiu de dois para um ponto percentual.
Caiado também aparece em cenário competitivo
O nome de Ronaldo Caiado merece atenção especial no levantamento BTG/Nexus, principalmente para Goiás.
Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e o ex-governador de Goiás, o presidente aparece com 46%, enquanto Caiado registra 42%.
Apesar da vantagem de quatro pontos, o resultado está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para cada lado, o que caracteriza empate técnico.
Em outros cenários, Lula aparece com 47% contra 40% de Romeu Zema e 47% contra 35% de Renan Santos.
Aprovação também aparece dividida na BTG/Nexus
A pesquisa BTG/Nexus também mediu a avaliação do governo federal.
Segundo o levantamento, 48% aprovam o trabalho de Lula, enquanto 49% desaprovam.
Na avaliação da administração, 35% consideram o governo ótimo ou bom, 22% avaliam como regular e 43% classificam como ruim ou péssimo.
Os números reforçam uma característica que aparece nos dois levantamentos: a divisão do eleitorado em torno do governo e da figura de Lula.
Pesquisas têm metodologias diferentes
Os dois levantamentos foram realizados praticamente no mesmo período, mas possuem metodologias e contratantes diferentes.
A Indexa/Broadcast entrevistou 2 mil pessoas entre os dias 20 e 23 de agosto, por telefone e com questionário estruturado. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-06366/2026.
Já a BTG/Nexus entrevistou 2.006 eleitores entre 21 e 23 de agosto, também por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-09028/2026.
O que os números mostram?
Apesar das diferenças entre os levantamentos, existe um ponto em comum: Lula permanece na liderança dos cenários testados, mas a oposição apresenta força suficiente para tornar a eleição de 2026 altamente competitiva.
A situação fica ainda mais evidente nos cenários de segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Enquanto a Indexa aponta Lula à frente por cinco pontos, a BTG/Nexus registra apenas um ponto de diferença, resultado considerado empate técnico.
Outro aspecto relevante é a avaliação do governo. A pesquisa Indexa mostra 50% de desaprovação contra 46% de aprovação. Na BTG/Nexus, são 49% de desaprovação e 48% de aprovação.
Os números não permitem antecipar o resultado da eleição, mas mostram um cenário em que nenhum dos principais campos políticos pode ser considerado fora da disputa.
Com a campanha eleitoral ainda em fase inicial, novos debates, alianças, programas de governo, propaganda eleitoral e desempenho dos candidatos deverão influenciar a opinião dos eleitores até outubro.
Para o eleitor, a principal mensagem dos levantamentos é clara: a eleição presidencial de 2026 começa marcada pela competitividade e por um eleitorado fortemente dividido entre a continuidade do governo Lula e a possibilidade de retorno de um projeto político ligado à família Bolsonaro.
Ricardo Lima / Esse texto foi gerado, em parte, por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pelo Site “Pleno.News”. Todas as informações são apuradas e checadas pelo titular do Blog o Radialista Ricardo Lima. O texto final também passou pela revisão.


