A véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 foi marcada pela divulgação de uma série de pesquisas que mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os levantamentos mais recentes apontam uma disputa bastante equilibrada, com diferenças pequenas entre os candidatos e resultados que, em sua maioria, permanecem dentro das respectivas margens de erro.
Um levantamento publicado pelo Poder360 neste domingo (25), reunindo 18 pesquisas nacionais realizadas entre 12 e 24 de outubro, identificou Flávio na dianteira numérica em 17 estudos. Lula apareceu à frente em um deles. A compilação considera os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos.
O dado ajuda a dimensionar o cenário registrado pelos institutos na reta final, mas não significa que a eleição esteja decidida. Pesquisas eleitorais são retratos das intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas e não substituem o resultado oficial das urnas.
Últimos levantamentos mostram diferenças pequenas
Entre as pesquisas divulgadas no sábado (24), véspera da votação, diferentes institutos apontaram Flávio com percentuais numericamente superiores nos votos válidos.
O Datafolha registrou 51% para Flávio Bolsonaro e 49% para Lula. A Quaest também apresentou o placar de 51% a 49%. Já a AtlasIntel/Bloomberg indicou 50,8% para o senador e 49,2% para o presidente.
Na pesquisa BTG Pactual/Nexus, os votos válidos ficaram em 50,5% para Flávio e 49,5% para Lula. A CNT/MDA apontou 50,7% a 49,3%, enquanto a Palver registrou 50% para Flávio e 49% para Lula, com arredondamento dos percentuais divulgados.
Embora os resultados mostrem vantagem numérica para Flávio nesses levantamentos, as diferenças precisam ser interpretadas à luz das margens de erro de cada pesquisa. Nos estudos citados, os números indicam uma disputa tecnicamente apertada, sem permitir uma conclusão definitiva sobre o vencedor.
O que os números revelam
A repetição de resultados numericamente favoráveis a Flávio em diferentes pesquisas é um dos principais dados da reta final da campanha e mostra que essa tendência apareceu na maioria dos levantamentos nacionais considerados.
Ao mesmo tempo, as diferenças reduzidas entre os candidatos demonstram que a disputa permaneceu competitiva até a véspera da votação. Variações na participação dos eleitores, no comparecimento às urnas e no comportamento do eleitorado podem influenciar o resultado final, mas não é possível determinar antecipadamente o efeito desses fatores.
A afirmação de que uma eventual virada de Lula seria difícil, presente em análises políticas divulgadas no período, deve ser entendida como interpretação de seus autores, e não como conclusão matemática das pesquisas. Os levantamentos não permitem cravar o resultado antes da apuração oficial.
O debate e os últimos movimentos da campanha
O debate realizado pela TV Globo na noite de sexta-feira (23) foi um dos últimos grandes compromissos da campanha antes do encerramento da votação. As pesquisas divulgadas posteriormente continuaram apontando um cenário de disputa acirrada.
Ainda assim, para avaliar se o debate provocou mudanças efetivas nas intenções de voto, seria necessário comparar pesquisas realizadas antes e depois do encontro, considerando as datas de campo, as amostras e as metodologias utilizadas. A simples sequência de resultados não comprova, por si só, que o debate não teve influência.
Na reta final, as campanhas também buscaram mobilizar seus eleitores e ampliar o comparecimento às urnas. A participação dos eleitores que não votaram no primeiro turno, a decisão dos indecisos e a transferência de votos dos candidatos eliminados são fatores relevantes para compreender a disputa, embora seu impacto exato não possa ser antecipado com segurança.
Eleição será definida nas urnas
O segundo turno presidencial acontece neste domingo (25), conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral. A votação é a etapa decisiva de uma campanha marcada pela polarização política e por diferenças pequenas nas pesquisas mais recentes.
O cenário apresentado pelos institutos mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente na maioria dos levantamentos nacionais compilados, mas também revela uma disputa apertada. A confirmação do resultado dependerá da votação e da apuração oficial da Justiça Eleitoral.
Ricardo Lima / Fontes consultadas: Poder360, UOL, Exame, Veja.


