Levantamento aponta disputa apertada pela Presidência da República; 91% dos eleitores afirmam que já têm o voto definido, enquanto apenas 9% admitem a possibilidade de mudar de posição
A corrida presidencial de 2026 segue marcada pelo equilíbrio entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) mostra Flávio com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Lula. Apesar da vantagem numérica de dois pontos percentuais do candidato do PL, os dois aparecem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.
O levantamento apresenta um cenário de disputa acirrada a poucos dias da votação do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Na pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, 9% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo, ou que não comparecerão às urnas. Outros 1% disseram estar indecisos.
Os números mostram que, embora Flávio apareça numericamente à frente, a diferença está dentro da margem de erro e não permite afirmar que exista uma vantagem estatisticamente consolidada de um dos candidatos.
Maioria afirma que voto já está decidido
Um dos dados mais relevantes da pesquisa diz respeito à definição do voto. Segundo a Quaest, 91% dos entrevistados afirmam que sua escolha é definitiva, enquanto 9% admitem que ainda podem mudar de candidato até o dia da eleição.
O indicador revela um eleitorado majoritariamente decidido nesta etapa da campanha. Com a votação se aproximando, as estratégias dos candidatos deverão se concentrar na mobilização de suas bases, na defesa de propostas e na tentativa de conquistar os eleitores que ainda não consolidaram sua escolha.
Mesmo com o elevado percentual de votos declarados como definitivos, o grupo que admite uma possível mudança continua sendo observado pelas campanhas, especialmente em uma disputa na qual os candidatos aparecem separados por apenas dois pontos percentuais.
Pesquisa espontânea também mostra equilíbrio
Na modalidade espontânea, em que os entrevistados respondem sem receber previamente os nomes dos candidatos, Flávio Bolsonaro registra 43% das citações, enquanto Lula aparece com 42%.
Nesse cenário, 8% declararam voto branco ou nulo, ou disseram que não pretendem votar. Outros 7% não souberam responder ou permanecem indecisos.
A diferença de apenas um ponto percentual na pesquisa espontânea reforça o quadro de equilíbrio entre os dois candidatos. O resultado também demonstra que os nomes de Flávio e Lula concentram a maior parte das manifestações de voto nesta fase da disputa presidencial.
Rejeição dos candidatos
O levantamento também mediu a rejeição dos presidenciáveis. Segundo os dados divulgados, 54% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 53% disseram o mesmo em relação a Lula.
Como a diferença também está dentro da margem de erro, os índices indicam equilíbrio nesse indicador. A rejeição é um fator importante na disputa, pois ajuda a dimensionar a resistência do eleitorado a cada candidatura, embora não determine, isoladamente, o resultado das urnas.
Como foi realizada a pesquisa
A Quaest entrevistou presencialmente 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, em diferentes regiões do país, entre os dias 10 e 13 de outubro de 2026.
O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026.
Eleição segue aberta
A pesquisa Quaest confirma que a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula permanece acirrada. O senador aparece numericamente à frente, com 46%, mas a diferença para o presidente, que tem 44%, não ultrapassa a margem de erro do levantamento.
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, os próximos dias serão decisivos para a mobilização dos eleitores e para a consolidação das estratégias de campanha. Em uma eleição na qual os dois candidatos estão tecnicamente empatados, cada voto poderá ter peso importante na definição do próximo presidente da República.
Ricardo Lima / Fontes consuktadas: UOL; CNN Brasil; Folha de S.Paulo, Diário de Goiás.


