O zagueiro brasileiro Éder Militão, do Real Madrid, sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda durante partida do Campeonato Espanhol e virou preocupação para a Seleção Brasileira comandada por Carlo Ancelotti às vésperas da Copa do Mundo.
Segundo o clube, o defensor teve uma lesão no bíceps femoral na vitória por 1 a 0 sobre o Alavés, na última terça-feira (21). O Real não informou o grau da lesão nem o tempo estimado de recuperação, afirmando apenas que o jogador seguirá sob acompanhamento médico.
De acordo com especialistas, o período de afastamento pode variar entre oito e doze semanas, dependendo da gravidade. A Copa do Mundo começa em sete semanas, com a estreia do Brasil marcada para o dia 13 de junho, contra Marrocos.
Lance da lesão que pode ter deixado Militão de fora da Copa
Entenda a lesão
Lesões no bíceps femoral, região posterior da coxa estão entre as mais comuns no futebol. Elas podem variar de um simples estiramento (grau um) até rupturas mais extensas das fibras musculares (graus dois e três), chegando à ruptura total (grau quatro).
O tratamento adequado é fundamental para garantir a cicatrização correta do músculo, recuperar a força e evitar complicações como fibrose, que podem comprometer o desempenho do atleta.
Esta é a terceira lesão muscular de Militão na temporada. Em novembro, ele ficou fora por dois jogos. Já em dezembro, sofreu uma ruptura mais grave no mesmo local, com comprometimento de tendão, o que o afastou dos gramados por quase quatro meses.
O cenário aumenta a preocupação da comissão técnica, que já tem uma baixa confirmada: o atacante Rodrygo, também do Real Madrid, está fora da Copa após romper o ligamento cruzado anterior do joelho direito, com previsão mínima de oito meses de recuperação.
Estevão, corre risco de ficar fora da Copa:
O atacante Estêvão, do Chelsea, sofreu uma lesão muscular grave recentemente e também corre risco de não disputar o torneio.
Estêvão se lesionou em jogo contra o Manchester United e pode desfalcar o
A lesão muscular sofrida pelo atacante Estêvão, do Chelsea, pode ter sido provocada por uma combinação de fatores como excesso de estímulo físico e descanso inadequado — causas consideradas comuns por especialistas ouvidos pela Folha.
O problema também pode ocorrer após impacto direto no músculo ainda contraído, situação que pode atingir qualquer pessoa durante atividades físicas.
De acordo com o site The Athletic, do grupo The New York Times, a lesão do jogador foi classificada como grau quatro, o mais grave. Nesse estágio, há rompimento completo do músculo e, em alguns casos, também do tendão, estrutura que liga o músculo ao osso.
Estêvão se machucou no sábado (18), durante partida contra o Manchester United. O quadro pode afastá-lo da Copa do Mundo, que será disputada em junho nos Estados Unidos, México e Canadá.
A lesão muscular é caracterizada pelo rompimento das fibras do músculo, com gravidade variável conforme a extensão do dano. Em níveis mais leves, como microlesões comuns na musculação, há apenas pequenas rupturas que fazem parte do processo de ganho de massa muscular e não limitam movimentos.
Já os quadros mais graves envolvem comprometimento funcional. Lesões de grau um atingem poucas fibras e não impedem o movimento. No grau dois, há limitação parcial e maior rompimento. O grau três representa a ruptura completa do músculo. No grau quatro, além disso, há também dano ao tendão.
Entre as causas mais frequentes estão o desequilíbrio muscular — quando a diferença de força entre membros ultrapassa níveis considerados seguros —, fadiga, alimentação inadequada e falta de descanso. Traumas de alta intensidade também podem provocar esse tipo de lesão.
Pessoas sedentárias têm maior risco em situações de esforço repentino, já que o músculo tende a estar mais rígido e com menor elasticidade.
O tempo de recuperação varia de três a seis meses, dependendo da gravidade e do tratamento adotado. Em casos com ruptura de tendão, como pode ser o de Estêvão, há possibilidade de cirurgia, o que pode prolongar o afastamento.
Especialistas destacam que o respeito ao período de recuperação é essencial para evitar recaídas, que podem agravar ainda mais o quadro. Por se tratar de um músculo importante para arrancadas e potência, a lesão pode impactar diretamente o desempenho do atleta.
Ricardo Lima / Fonte: Redação “Diário da Manhã”.

