Nesta quinta-feira (26), a CPMI do INSS aprovou a quebra do sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Nascido em 1975, ele é o primeiro filho de Lula (PT) e Marisa Letícia, tendo se tornado alvo de deputados da oposição depois que a Polícia Federal (PF) apreendeu mensagens trocadas entre Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e uma empresária, com possíveis menções ao nome dele.
Lulinha, que é um dos cinco filhos do presidente, é o mais citado em assuntos políticos. Ele é formado em Biologia pela Universidade Paulista (UNIP) e iniciou a vida profissional como monitor no Zoológico de São Paulo. Depois, o filho do presidente Lula ingressou no ramo empresarial e se tornou sócio da Gamecorp, uma empresa de games que, posteriormente, foi rebatizada para G4 Entretenimento. Além disso, ele também era sócio da LLCS, uma empresa dele em sociedade com outro irmão.
Durante a Operação Lava Jato, o nome de Lulinha apareceu em acusações de recebimento de dinheiro, mas nada foi comprovado.
Em 2025, o filho mais velho de Lula voltou a ser notícia nos veículos de imprensa por causa de uma suposta participação no escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em dezembro de 2025, a CPMI mista do INSS rejeitou uma convocação de Lulinha.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) disse à CNN Brasil, nesta quinta, que, se houver equilíbrio, Lulinha pode prestar depoimento na CPMI. Wagner, que é líder do governo no Senado, afirmou que tem muita tranquilidade em relação à postura do filho do presidente Lula. Ele destacou que, se a comissão começar “a ter um viés de querer condenar alguns e esconder outros, evidentemente não podemos concordar”.
Também nesta quinta-feira, 47 deputados federais acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva.
Uma representação formulada por Rosangela Moro (União Brasil-SP) tem coautoria de parlamentares de partidos como PL, Republicanos, PSD, PP e União Brasil. Os parlamentares querem que seja aberta uma investigação formal e também pleiteiam a adoção imediata de medidas cautelares, além da inclusão do nome do investigado na difusão vermelha da Interpol e do início do processo de extradição junto ao governo da Espanha.
Lulinha se mudou para Madri, na Espanha, e só deve voltar ao Brasil após o fim do mandato do pai, em 2026. As informações são do G1 e da coluna de Paulo Cappelli, do Metrópoles.
Ricardo Lima \ Fonte: Redação “Pleno.News”.

