Viagens oficiais custam R$ 7 bilhões e colocam governo Lula no topo dos gastos da última década
Viagens presidenciais, não estão neste levantamento.
O gasto com viagens a serviço somam R$ 7 bilhões, no governo Lula (PT). O valor corresponde aos três primeiros anos do terceiro mandato do petista, conforme dados do Portal da Transparência.
Em 2025, o gasto foi de R$ 2,35 bilhões, uma redução de 1% em comparação ao ano anterior em que as despesas chegaram a R$ 2,37 bilhões.
A média dos gastos no terceiro mandato do petista segue superior aos governos anteriores do governo federal. Entre entre 2015 e 2025 o governo gastou R$ 16,1 bilhões com viagens a serviço.
Em 2020, no auge da pandemia, o governo federal teve o menor volume de gastos: R$ 545 milhões. Na época, o presidente era Jair Bolsonaro (PL).
O levantamento considerou despesas de ministérios e órgãos federais e não incluiu viagens feitas diretamente pelos presidentes. A análise foi feita pelo Metrópoles, de onde são as informações.
Despesas históricas e perfil dos gastos:
Entre 2015 e 2025, o governo federal desembolsou R$16,1 bilhões com viagens a serviço. O ano de 2024 aparece como o mais oneroso da série, enquanto 2020, marcado pelo auge da Covid-19, registrou o menor gasto, com R$545 milhões.
Os valores incluem passagens aéreas, diárias, taxas de agenciamento, restituições e outros custos operacionais. Viagens presidenciais não entram no levantamento.
Em 2025, a maior parte do orçamento foi direcionada a deslocamento dentro do país, que somaram R$2,079 bilhões. Já as viagens internacionais responderam por R$276 milhões.
Os destinos mais recorrentes foram São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná e Pará, este último impulsionado pela realização da COP30, em novembro. Estados como Sergipe, Amapá, Acre, Alagoas e Espirito Santo ficaram entre os menos visitados por representantes do Executivo federal.
Ministérios que mais viajaram:
O Ministério da Justiça e Segurança Pública liderou o ranking de gastos em 2025, com R$396 milhões. Na sequência aparecem os ministérios da Defesa(R$311 milhões), Educação(R$304 milhões) e Meio Ambiente e Mudança de Clima(R$126 milhões).
Sobre os gastos ambientais, o Ministério do Meio Ambiente informou que o valor empenhado no ano foi de R$145,6 milhões, considerando também órgãos vinculados, como o Ibama e o ICMBio.
“Do montante mencionado acima, sob administração Direta do MMA foram gastos aproximadamente R$ 10,2 milhões. O uso desta quantia foi para coordenação, articulação institucional e participação em agendas técnicas e estratégicas fundamentais para a formulação de políticas públicas”, informou o ministério.
Ainda segundo a pasta, o Ibama concentrou R$90,9 milhões, principalmente em ações de campo, fiscalização ambiental e combate a incêndios florestais. O ICMBio empenhou cerca de R$43,1 milhões, voltados à gestão de unidades de conservação e operações em áreas remotas.
Ricardo Lima / Fonte: Redações “Pleno.News e Pardal Tech”
