Grupo de esquerda saiu em defesa de Nicolás Maduro, preso pelos EUA
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) não descarta enviar militantes à Venezuela após o país ser alvo de uma ação militar dos Estados Unidos, no último sábado (3), segundo discussões internas da esquerda brasileira.
Apesar disso, o encontro serviu para deliberar a realização de manifestações em várias capitais brasileiras. Em parte delas, os atos devem ocorrer em frente a embaixadas e consulados dos Estados Unidos.
Em nota divulgada no sábado, o MST afirmou estar ao lado do povo venezuelano e se posicionou contra a atuação americana.
– O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra reafirma sua solidariedade ao povo venezuelano e denuncia o governo Trump por seus atos de guerra – diz o texto.
A entidade também criticou a política externa dos EUA em relação à Venezuela.
– O imperialismo nunca aceitou o povo venezuelano tomar em suas mãos o futuro daquele país, por meio da Revolução Bolivariana – afirma a nota, que cita ainda a defesa da soberania popular e das reservas de petróleo do país.
O MST conclui o posicionamento reafirmando apoio ao projeto político chavista.
– Enquanto MST, reafirmamos nossa solidariedade histórica ao povo venezuelano e à Revolução Bolivariana. Estaremos ao lado daquele povo que ousa desafiar o imperialismo e ser protagonistas de seu futuro – declarou.
Nicolás Maduro está preso em Nova Iorque, após ser capturado em uma ação militar dos Estados Unidos. Ele é acusado pela Justiça americana de crimes de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os EUA e delitos relacionados ao uso de armas automáticas.
Ricardo Lima / Fonte: Redação “Pleno.News”.
