Em um momento decisivo da temporada, o Goiás aproveita a atual semana sem compromissos para reorganizar a equipe e tentar reagir na Série B do Campeonato Brasileiro. Sem jogos no meio da semana o Verdão concentra todas as atenções no confronto deste sábado (2), às 20h30, diante do Fortaleza, na Arena Castelão, pela sétima rodada.
A partida ganhou peso ainda maior após a sequência negativa esmeraldina. O Goiás ocupa a 16ª colocação, com sete pontos, soma duas vitórias em seis jogos e chega pressionado depois de três derrotas consecutivas. A equipe tem a mesma pontuação do Cuiabá, 17º colocado e primeiro time dentro da zona de rebaixamento, ficando à frente apenas pelos critérios de desempate.
Se por um lado o cenário preocupa, por outro o duelo pode representar a chance de retomada imediata. Isso porque o Fortaleza aparece na vice-liderança, com 11 pontos, vive bom momento e está invicto há cinco rodadas. Um resultado positivo fora de casa recolocaria o Goiás na disputa pelas primeiras posições e aliviaria a pressão interna.
Técnico reconhece má fase
Após a derrota para o São Bernardo, o técnico Daniel Paulista admitiu incômodo com a fase ruim e reconheceu que o rendimento da equipe ficou abaixo do esperado. Segundo ele, o empate por 2 a 2 com o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, havia criado expectativa de evolução, algo que não se confirmou na rodada seguinte da Série B.
O treinador ressaltou que o time consegue criar oportunidades ofensivas, mas segue falhando nas conclusões. Contra o São Bernardo, o centroavante Anselmo Ramon desperdiçou um pênalti ainda no primeiro tempo, em lance que poderia mudar o rumo da partida. Por isso, melhorar a eficiência ofensiva virou prioridade nos treinamentos desta semana.
Daniel Paulista também afirmou que aumentará o nível de cobrança interna para frear a sequência negativa. O comandante entende que o momento exige respostas rápidas, mais competitividade e maior concentração para evitar que o clube mergulhe de vez na parte inferior da tabela.
Mesmo pressionado, ele garantiu confiança no trabalho e no elenco. Segundo o treinador, a pressão existe desde sua chegada ao clube e não será agora, em meio à instabilidade, que o grupo deixará de acreditar na recuperação.
Além da má fase, o Goiás também lida com desfalques importantes. Lourenço, peça central do meio-campo, sofreu lesão no joelho e pode ficar fora por até quatro semanas. Já Filipe Machado, com problema muscular na coxa, deve desfalcar a equipe por período ainda maior.
Como chega o adversário
O Fortaleza vive cenário oposto ao do Goiás. Vice-líder da Série B com 11 pontos, o Leão do Pici está invicto há cinco rodadas e chega embalado após classificação dramática na Copa do Nordeste. Na última rodada da Série B, empatou por 0 a 0 com o Operário-PR, fora de casa, e manteve a regularidade na competição.
O técnico Thiago Carpini exaltou a força do elenco após a classificação regional e destacou o momento de reconstrução da equipe. O treinador também convocou a torcida para transformar a Arena Castelão em diferencial neste sábado.
Para aumentar a presença nas arquibancadas, o clube lançou promoção especial de ingresso solidário para mulheres, que pagarão R$ 5 em qualquer setor. A renda será destinada a uma instituição social em ação ligada ao mês das mães.
Clássico goiano
Depois do desafio no Ceará, o Goiás ainda terá pela frente outro teste pesado: o clássico diante do Vila Nova, líder da Série B. Por isso, o confronto deste sábado é tratado internamente como ponto de virada. Uma reação pode mudar o ambiente. Novo tropeço, porém, aumentará ainda mais a pressão sobre o Verdão.
Na Copa do Brasil, o time esmeraldino só volta a campo no dia 12 de maio, quando enfrenta o Cruzeiro, no Mineirão, após empate por 2 a 2 no jogo de ida, no Serra Dourada, em Goiânia.
Ricardo Lima / Fonte: Léo Carvalho – Diário da Manhã.
