A estreia do Vila Nova Futebol Clube na Série B do Campeonato Brasileiro ficou longe do roteiro ideal. Em meio a uma semana conturbada, o Tigre apenas empatou em 2 a 2 com o CRB, neste sábado (21), no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, e ampliou o clima de instabilidade que ronda o clube.
O resultado veio logo após a eliminação na Copa do Brasil diante do Confiança, que culminou na demissão do técnico Umberto Louzer. Sem um comandante efetivo, a equipe foi dirigida interinamente por Ariel Mamede, em um cenário de pressão crescente por respostas dentro de campo.
A partida foi marcada por altos e baixos, com o Vila Nova demonstrando poder de reação, especialmente no segundo tempo, mas também evidenciando fragilidades defensivas e emocionais. A expulsão do zagueiro Pedro Romano, em um momento de melhor encaixe da equipe, acabou sendo determinante para o desfecho.
Após o jogo, o vice-presidente Hugo Jorge Bravo reconheceu a frustração pelo resultado, mas destacou a postura dos atletas em campo. Segundo ele, o momento exige equilíbrio e união para superar a fase turbulenta.
“O objetivo era a vitória, ainda mais jogando em casa, mas precisamos valorizar a entrega dos jogadores, principalmente no segundo tempo. É uma semana difícil, mas vamos trabalhar para evoluir”, afirmou.
O dirigente também criticou a arbitragem pelo tempo de acréscimos e fez um apelo direto à torcida, pedindo apoio neste momento delicado. Em tom mais contundente, Bravo ainda direcionou críticas a parte da imprensa e ao que classificou como excesso de opiniões sem embasamento sobre o clube.
Vila tem novo técnico:
Nos bastidores, a diretoria se movimentou rapidamente e já definiu o novo comandante para a sequência da temporada. Trata-se de Guto Ferreira, um dos nomes mais experientes e vitoriosos da Série B, conhecido nacionalmente como o “Rei do Acesso”.
A contratação sinaliza uma tentativa clara de retomada técnica e estabilidade. Guto assume os trabalhos a partir de terça-feira com a missão de reorganizar a equipe e recolocar o Vila Nova no caminho das vitórias.
Com cinco acessos à Série A no currículo, igualando o recorde histórico do técnico Givanildo Oliveira, Guto Ferreira chega respaldado por resultados expressivos ao longo da carreira. Seu trabalho mais recente foi no Clube do Remo, onde conquistou um acesso histórico à elite nacional em 2025.
Conhecido por sua organização tática e capacidade de adaptação, o treinador costuma utilizar o esquema 4-2-3-1 e tem passagens marcantes por clubes como Sport Club do Recife, Esporte Clube Bahia e Ceará Sporting Club.
A chegada de Guto representa mais do que uma simples troca no comando técnico. É uma aposta clara da diretoria em experiência e capacidade de reação em um momento decisivo da temporada.
Agora, o desafio do Vila Nova será transformar a pressão em desempenho. A Série B é longa, mas o início irregular e o ambiente conturbado exigem respostas rápidas para evitar que a instabilidade comprometa os objetivos do clube em 2026.
Ricardo Lima

