Restando apenas três rodadas para o encerramento da primeira fase, a Série A do Campeonato Goiano 2026 começa a desenhar um cenário mais nítido tanto na disputa pelas oito vagas às quartas de final quanto na batalha cada vez mais dramática contra o rebaixamento. Diante desse contexto decisivo, o Jornal Diário da Manhã traça possíveis cenários para as três últimas rodadas da competição, que prometem confrontos diretos, equilíbrio e tensão.
No topo da tabela, Vila Nova e Abecat SAF, ambos com 12 pontos e 80% de aproveitamento, despontam como os times mais regulares da competição até aqui. O Vila, dono do melhor ataque entre os líderes (12 gols), alia produção ofensiva com eficiência nos resultados, enquanto a Abecat se destaca pelo equilíbrio defensivo, apenas dois gols sofridos.
Logo atrás, o Goiás, ainda invicto, soma 11 pontos e ostenta o melhor saldo de gols do campeonato (+10), surgindo como um dos favoritos não apenas à classificação, mas também ao mando de campo na segunda fase. O Atlético Goianiense, com 10 pontos, completa o bloco dos quatro primeiros e, neste momento, garantiria a vantagem de decidir em casa nas quartas de final.
Disputa direta pelo G-8
A briga esquenta a partir da quinta colocação. Anapolina (9 pontos) e Jataiense (8) aparecem ligeiramente à frente, mas sem qualquer margem de conforto. Logo atrás, o Anápolis, com 7 pontos, segue plenamente vivo e depende apenas de si para entrar na zona de classificação.
A situação mais delicada entre os atuais integrantes do G-8 é da Aparecidense, oitava colocada com apenas 5 pontos e aproveitamento de 33%. O time corre sério risco de ser ultrapassado caso não pontue nos próximos compromissos, especialmente diante de confrontos diretos que podem redefinir completamente a tabela.
Com esse cenário, a projeção aponta que a linha de corte para classificação deve ficar entre 9 e 11 pontos, o que mantém pelo menos sete equipes matematicamente na disputa por três vagas.
Zona de perigo
Na parte inferior da tabela, o alerta já é vermelho. Centro Oeste (3 pontos), Inhumas (2), Crac (2) e Goiatuba (1) formam o bloco mais ameaçado.
O Goiatuba, lanterna, vive situação crítica: pior saldo de gols (-9), defesa mais vazada e baixo poder de reação. O clube precisa de uma sequência quase perfeita para evitar a queda direta.
Centro Oeste e Inhumas ainda mantêm chances matemáticas de escapar do rebaixamento direto ou ao menos forçar o playoff de permanência, mas o desempenho ofensivo limitado e os confrontos restantes aumentam a pressão rodada a rodada.
Pelo regulamento, o 12º colocado é rebaixado automaticamente, enquanto o 11º pode disputar o playoff, desde que a diferença para o 10º não ultrapasse seis pontos, detalhe que torna cada empate e cada vitória absolutamente decisivos neste trecho final.
Projeção final da 1ª fase
- Altíssima probabilidade de classificação: Vila Nova, Abecat, Goiás, Atlético-GO
- Boas chances, mas sem margem para erro: Anapolina, Jataiense
- Disputa aberta: Anápolis, Aparecidense
- Risco real de queda: Centro Oeste, Inhumas, Crac
- Situação crítica: Goiatuba
Com o calendário apertado e confrontos diretos à vista, o Goianão 2026 promete rodadas finais de alta tensão, em que, daqui para frente, cada resultado pode significar a classificação às quartas de final ou a queda para a Divisão de Acesso.
Ricardo Lima / Fonte: Léo Carvalho – Diário da Manhã.
