Não serão apenas as emissoras de TV não detentoras dos torneios da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que terão o trabalho restrito em ‘lives’ em vídeo durante jogos da entidade. Rádios e canais no Youtube também terão que se adequar a novas regras estipuladas.
Na quarta-feira (27), um ofício foi enviado pela CBF aos clubes onde informa que “rádios e canais digitais que realizam a transmissão da partida em áudio podem exibir imagens ao vivo apenas com a câmera direcionada aos narradores desde que estes não estejam com o gramado ao fundo”.
Outro dado que chama a atenção é que nem mesmo a chegada das delegações nos estádios poderá será registrada:
“Os profissionais credenciados para a tribuna de imprensa não têm autorização para acompanharem a chegada dos ônibus e o desembarque das delegações. A produção de conteúdo deste momento é exclusiva dos detentores de direitos de transmissão de TV e da comunicação do clube”, explicou a entidade.
A CBF também não bloqueou o registro de imagens da torcida, comemorações de gol ou de qualquer fato ocorrido no campo, antes, durante e depois do jogo.
No comunicado, a CBF reforçou que o credenciamento de seus jogos seguirão sendo administrados pela entidade, em até 48h antes da realização da partida. Antes da pandemia, os jornalistas faziam esse processo diretamente com as associações de jornalistas.
As rádios seguem autorizadas a disponibilizar até dois profissionais no gramado. A CBF limita a apenas 12 profissionais deste veículo no campo de jogo. Todos precisam usar colete de identificação, disponibilizados pela organizadora.
“Não é permitida a produção de vídeos gravados ou entradas ao vivo em vídeo (live) pelos profissionais de rádio que estão trabalhando no gramado”, explica o texto
A medida, segundo a publicação, será tomada após um pedido feito pela Globo. Atualmente, a emissora carioca detém a maioria dos direitos de transmissão de jogos da entidade, como o Brasileirão das séries A e B, a Copa do Brasil e a Supercopa do Brasil.
Minha opinião: Com certeza o segmento mais prejudicado é o rádio esportivo. Lamentável e muito triste o que estão fazendo com o rádio. O rádio esportivo não compete com a televisão e tem um público diferenciado e bem segmentado. Aos poucos as poderosas redes de televisão, vão destruindo equipes de rádio e colocando vários profissionais desempregados no mercado. Muito triste e nada é tão ruim que não possa piorar. Já está no senado um projeto que entre várias lambanças está a cobrança de direitos de transmissão para as rádios que vão transmitir do estádio. Com certeza a ABRACE – Associação Brasileira de Cronistas Esportivos e todas as associações estaduais estão se movimentando para que não deixem o rádio esportivo acabar. Ass: Ricardo Lima.
Ricardo Lima / Fonte: Franco Ferreira/Só Esporte

