É muito comum ver por aí alguns analistas anunciando que, com a ampliação do alcance da internet e das mídias sociais, o rádio está condenado à morte.
Foi assim também quando houve o avanço da TV aberta, depois da TV à cabo e por aí vai… Só que nada de o rádio acabar.
É bem verdade que a internet tirou do rádio a primazia da notícia em primeira mão. Hoje há uma competição entre duas ferramentas de mídia portáteis, que acompanham as pessoas em qualquer lugar, compartilhando, muitas vezes, o mesmo aparelho, pela prerrogativa de dar primeiro a notícia: os portais, de um lado, e o rádio, de outro.
Há, no entanto, algumas características que diferenciam o rádio das mídias eletrônicas. O rádio produz entretenimento em tempo real e com calor humano. Nisso ele continua sendo imbatível, além do fato de poder segmentar a programação, seja através da definição de público de cada emissora, seja através da grade.
Não é à toa que o rádio não morreu e segue gozando de excelente estado de saúde, além do que continua sendo uma excelente alternativa para anunciantes e até mesmo campanhas de marketing.
Abaixo listamos 15 razões para o potencial cliente anunciante da sua emissora pensar no rádio como a ferramenta que vai expandir as fronteiras do negócio dele na hora de desenvolver um plano de comunicação.
1 – Conteúdo segmentado
O que toda empresa mais quer na vida é encontrar veículos de comunicação que possam aproximá-las de seu público. O conteúdo segmentado é o mais qualificado, pois é mais barato e certeiro.
Logo, não há dúvidas de que é preciso levar em consideração a ideia de realizar ações de comunicação e marketing no rádio. Ao optar por anúncios ou ações no rádio, o anunciante terá à escolha uma série de conteúdos segmentados, podendo ir direto ao seu público alvo.
Por exemplo, pesquisa do Ibope diagnosticou que o rádio atinge percentuais superiores a 85% de diversos segmentos de consumo, como refrigerantes tipo cola, outros tipos de refrigerante, vinho, móveis, viagens nacionais, lanchonete, autopeças e motoristas profissionais.
2 – Possibilidade de realizar ações promocionais em tempo real
Essa possibilidade oferecida pelo rádio é quase tão antiga quanto andar para a frente, mas continua muito funcional. Uma ação no rádio, com caráter promocional, é capaz de envolver os ouvintes e levá-los à compra.
Basta que seja bem estruturada, tomando por premissa os fundamentos do marketing direto.
3 – O rádio está junto ao consumidor no momento da compra
Pesquisa da Marplan aponta que o rádio é o veículo de comunicação que está junto a 93% dos consumidores nos momentos que antecedem a compra, de modo que se torna o principal influenciador das decisões de compra do consumidor.
4 – As pessoas passam mais tempo ouvindo rádio que outras mídias de comunicação.
Sabemos que comercial é repetição. O consumidor tem o contato com a mesma propaganda várias vezes e dá o mínimo de atenção, sequer sabe do que se trata, mas, de alguma forma, aquele comercial acaba entrando em sua cabeça com a frequência aplicada. Uma peça publicitária bem elaborada pode chamar atenção para o produto.
O que isso quer dizer? Que dizer que o melhor veículo para estratégias de publicidade é aquele com o qual as pessoas passam mais tempo. Esse veículo é o rádio, que os consumidores ouvem, em média, 3 horas e 45 minutos por dia, que tem o triplo da audiência da televisão na parte da manhã e o dobro na parte da tarde.
Em resumo, o consumidor passa 17% mais tempo ouvindo rádio do que assistindo à TV.
5 – Veículo perfeito para divulgação de eventos, e também de marcas
Esse caráter segmentado do conteúdo do rádio facilita bastante o trabalho de divulgação de eventos, pois a propaganda atinge em cheio o seu público alvo. É possível realizar diversos tipos de ações no rádio, como brincadeiras interativas com prêmio, concursos culturais, etc.
O mesmo se pode fazer com marcas. Por que não comprar os naming rights de um programa que tem tudo a ver com o que a empresa faz e com como ela se posiciona. Pode haver melhor forma de desenvolver uma tática de marketing no rádio?
Além do naming right, existe o patrocínio, que alinha a marca com a emissora ou determinado programa.
6 – O rádio chega onde a TV não vai
O rádio ainda é o grande companheiro porque vai onde a TV não é capaz de ir, seja na academia, no parque, no trânsito, na praia, no shopping. O rádio vai onde for o consumidor, ao contrário da TV.
7 – O rádio é um excelente advogado de marca
Um agradecimento sincero de um apresentador com grande credibilidade é capaz de conferir prestígio à marca anunciante ou patrocinadora. É claro que isso precisa vir acompanhado de outras ações de marketing no rádio orientadas para o consumo, mas elas terão um ótimo apoio desses advogados de marketing.
8 – O rádio está em 99% das casas
Num estado grande como Goiás, com vastas áreas rurais e comunidades afastadas dos grandes centros, é de se imaginar a importância das rádios em Goiás. As rádios em Goiás ou em qualquer ponto do país estão presentes em 99% das casas contra 75% da presença da TV.
9 – Rádio atinge usuários de parabólicas
Usuários de parabólicas capturam sinais de rádio FM. No caso das rádios em Goiás, mais uma vez em razão da enorme extensão territorial, se tornam uma excelente forma de atingir esse consumidor, uma vez que 99% deles são ouvintes de rádio FM.
10 – Horário nobre ampliado
O horário nobre da televisão é das 19 às 22h. O do rádio é das 6h às 19h.
11 – O rádio transfere credibilidade
As pesquisas confirmam que o rádio, entre as instituições, só perde em credibilidade para a Igreja Católica. Isso acontece também com as rádios em Goiás.
Nada, portanto, mais apropriado do que realizar ações de comunicação ou de marketing no rádio, pois é um veículo que empresta a sua credibilidade aos seus anunciantes.
12- Superproduções a preços inacreditáveis
É só perceber como o rádio é capaz de causar um enorme impacto a partir do tom adotado nas propagandas, programas e até noticiários. É possível produzir no radio a mesma história da televisão abusando dos efeitos estratosfericamente mais baratos que numa produção de TV, graças à troca da imagem pela imaginação.
13 – Anunciar no rádio custa 15 vezes menos que na TV
A informação é da Revista da Associação Mineira de Rádio e Televisão.
14 – O Rádio é mais exclusivo
As propagandas na TV não estão ligadas a uma determinada programação, mas a um horário, sempre espremida no chamado “intervalo comercial”, espremida entre a programação e competindo com várias outras mensagens publicitárias.
No rádio esse processo é menos agressivo. O anunciante pode até mesmo ser exclusivo. Mesmo que não seja, as chamadas podem ocorrer de forma exclusiva. Em outras palavras, é possível ter um tratamento mais exclusivo e se ganhar mais evidência no rádio.
15 – O rádio tem conteúdo local
Esse, talvez, seja um dos maiores e melhores atributos do rádio. Toda a programação da TV é globalizada. É raro ver conteúdo local nas emissoras comerciais.
A cultura local, de um modo geral, fica abandonada. Nas rádios de Goiás é possível encontrar esse conteúdo local, o que faz com que as rádios tenham uma relação de maior afetividade com o consumidor, que, com inteligência, pode ser transferida para as marcas anunciantes.
Minha opinião:
Trabalho como âncora de esportes da BANDNEWS 90.7 FM – GOIÂNIA. E ratifico ainda mais o conceito que a propaganda no rádio, quando bem feita, trás um retorno imediato para o anunciante. No rádio, existem os jingles, teasers e slogans. Mas principalmente no rádio esportivo o ponto forte da mídia é o testemunhal. Nessa ferramenta de trabalho a relação locutor/ouvinte é intimista, o locutor apresenta naqueles 30 segundos ou mais, a vantagem de se consumir aquele produto. Nessa apresentação, entra a qualidade do profissional que está convencendo o seu ouvinte que aquele produto vai ser em algum momento adquirido por ele. Mas, pra que se chegue em um resultado final positivo, o testemunhal tem que ser muito, eu disse muito, bem feito e muito bem interpretado. O anunciante pagou pra receber um produto de qualidade. E qualidade nesse tipo de mídia e essencial. É evidente que o anunciante vai ouvir o que ele contratou e quando ele ouvir, vai querer receber um produto de qualidade. Naquele espaço de 30 segundos ou mais, vai estar sendo anunciado o seu sonho, vai estar sendo anunciado o que ele produz para atingir seu público alvo. É neste momento que entra o profissional de qualidade. Nesse testemunhal o âncora/apresentador, se desliga de tudo e dedica esse tempo pra valorizar seu anunciante, com uma interpretação convincente e que seja bem entendida pelo seu ouvinte. Acompanho o rádio esportivo há vários anos e fico revoltado quando o texto comercial é feito por fazer é feito porque está ali na sua pasta de textos e o apresentador acredita piamente que apenas ler aquelas frases frias que estão na sua frente vão alegrar o seu anunciante e que aquele produto vai ser sucesso de vendas. Volto a repetir, todo anunciante é vaidoso e quando chega a hora do seu comercial ele quer que o mundo pare, ele quer curtir o seu produto sendo anunciado com qualidade e muito bem interpretado, ele quer que o seu público entenda o que o locutor está oferecendo, afinal ele pagou pra ter aquela mídia. No rádio goiano existem ótimos apresentadores de testemunhais, entre eles eu cito o Paulo Francisco que é coordenador de esportes da BANDNEWS FM 90.7, eu fico emocionado quando ouço o Paulo Francisco interpretando um comercial, as frases saem completas com inicio, meio e fim, quando o comercial tem o número do telefone o ouvinte escuta perfeitamente todos os números, enfim o Paulo naqueles segundos ele está dedicando sua vida pra realizar um serviço de excelência, pra quem pagou pra anunciar seu produto. Quando estou no ar, procuro me aproximar ao máximo do trabalho que é feito pelo Paulo Francisco, afinal aquele comercial que está ali na minha frente, precisa ser bem feito e vai pagar o meu salário no final do mês. Portanto, com relação as 15 razões pra anunciar no rádio eu acrescento uma 16ª razão que é, valorizar o anunciante de rádio, com textos, jingles, spots, testemunhais e teasers feitos com muita dedicação e amor. Ass: Ricardo Lima
Ricardo Lima / Fonte: Virtual Cast

